CONFRONTO — O que fizeram conosco? é o segundo movimento de uma trilogia poética sobre identidade, memória e resistência.
Depois de voltar o olhar para dentro em DESCOBERTA — Quem sou eu?, D’Bara Arruda desloca a pergunta para o mundo. O eu que buscava compreender a própria identidade agora confronta as forças que atravessam o indivíduo e o coletivo: racismo, apagamentos, desigualdades, dogmas, violência, abandono, poder e as contradições de uma sociedade que também participa daquilo que condena.
Entre ironia, memória, denúncia, afeto e provocação, os poemas atravessam becos, corpos, crenças, relações e estruturas. O menino-canto reaparece como testemunha e sobrevivente, enquanto a poesia deixa de ser apenas espelho para tornar-se confronto.
O livro não procura oferecer respostas confortáveis. Pergunta quem escreve as regras, quem permanece à margem delas, quem é silenciado e o que acontece quando aquilo que parecia individual revela uma ferida coletiva.
CONFRONTO ocupa o centro da trilogia: depois de descobrir quem somos e encarar o que fizeram conosco, resta a pergunta que conduzirá o terceiro e último movimento:
Como seguimos apesar de tudo?






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